| O capim-elefante é uma gramínea perene natural da África introduzida no Brasil por volta de 1920. A cultura de capim é altamente eficiente na fixação de CO2 (gás carbônico) atmosférico durante o processo de fotossíntese para a produção de biomassa vegetal.
Na biomassa vegetal do capim elefante o teor de carbono é aproximadamente 42%, na base de matéria seca. Assim, uma produção média de biomassa seca de capim elefante de 40 t/ha/ano, acumularia um total de 16,8 toneladas de carbono/ha/ano. Pode-se estimar que uma empresa com 100 ha de capim elefante seqüestraria o equivalente a 1.680 toneladas de CO2/ano e poderia captar cerca de US$ 4.200,00 a cada ano somente por este como credito de carbono. (Prof. Mazzarella)
Por ser uma espécie de rápido crescimento e de alta produção de biomassa vegetal, o capim apresenta um alto potencial para uso como fonte alternativa de energia. A produção pode chegar a 45/60 toneladas/hectare/ano, o que é muito maior do que a floresta de eucalipto, além de possibilitar apenas uma colheita anual, enquanto o capim elefante possibilita até quatro colheitas anuais.
Podese-se queimar enfardado diretamente em caldeiras ou reduzido em pellet, y apresenta menor percentual de umidade se comparado com o bagaço de cana-de-açúcar, o que pode conferir à caldeira um maior rendimento. Isto fica claro mesmo diante do fato de o capim-elefante ter poder calorífico maior que a cana. |